quarta-feira, 2 de março de 2011

Stand up poetry




Eu quero ser um verso partido,
um haiku quebrado,
um violão sem corda,
a lista é longa.

Deixa que eu seja direto,
uma flecha entre nós,
o chão que você pisa,
os cacos partidos de um vaso qualquer.

Deixa que eu seja a gota da chuva
na lente dos teus óculos,
a coceira no meio das costas,
a vontade lasciva por chocolate.

Quero ser esta noite o gosto pelas coisas belas
o teu corpo no box do chuveiro
escondido pelo vapor.

Deixa eu ser o amor.


Antes que me torne aquela saudade,
a porta aberta da rua,
a vontade de ir para casa,
a folia tranquila de uma madrugada
terça de carnaval.

R.B.

Um comentário:

Bruno Batista disse...

Bravo! Bravíssimo!