quinta-feira, 27 de maio de 2010

Falso Poeta

Eu sei, não sou poeta. Mas é que às vezes uma poesia meio capenga vem à mim. Não tenho coragem de negá-la, dizer não, não fui eu ou é ruim. Mesmo sendo o maior crítico de mim mesmo. Enfim. Eis um pequeno poema:

Eu acredito na palavra,
no sem sentido
do sangue que corre
na contra-mão das veias.

Eu acredito nas pessoas.
Sim! Nas pessoas!

Eu acredito no de sempre,
no batido, na rotina, no cotidiano
que suga minha vida pelo canudinho,
aos poucos, pelos raios de sol.

Contudo, não acredito em mim,
pois nos momentos de aflição maior,
dentro da minha cabeça,
trago meus cigarros imaginários
e assopro a fumaça na cara
do tempo e da verdade.

Só por despeito.

R.B.

Um comentário:

Bruno Batista disse...

Andrezão! Achei seu poema super autêntico! Tão simpático e gracioso que percebi até vozes da infância na terceira estrofe! O final é extravagante e tem um desfecho carismático. Parabéns!
Só não gostei do título do seu post. Não tem nada a ver com nada.
Aquele abraço!